Cesar & Afonso

Cesar & Afonso
Nóiz no Som da Viola

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Carteiro (Tião Carreiro / Carreirinho e Sebastião Victor)


Eu estava no portão
Quando o carteiro passou
Tirou da correspondência
Uma carta e me entregou
Abri a carta pra ler
Os ares diferenciou...
Quando eu li o cabeçalho
Os meus olhos se orvalhou
Aaaiii... Lágrimas no chão pingou...

Dois amigos que passavam
Me viu chorando e parou
O que tinha acontecido
Um deles me perguntou
A causa dessa tristeza
Meu amor me abandonou
Amigos fiquei sabendo
Primeira vez por amor
Aaaiii... Que este caboclo chorou...

O amor que eu tinha nela
Em ódio se transformou
Po ser uma mulher falsa
Não cumpriu o que jurou
Não quero saber onde anda
Nem ela onde eu estou
Vai ser como o sol e a lua
Quando um sai outro já entrou
Aaaiii... Não quero ter mais amor...

Das mulheres que eu conheci
Só uma que confirmou
Um amor sincero e puro
Que nunca me traiçoou
Em minhas horas amargas
O quanto me consolou...
Primeiros passos da vida
Foi ela que me ensinou
Aaaiiii... Minha mãe que me criou...

terça-feira, 29 de junho de 2010

Uma Coisa Puxa Outra

O machado sem o cabo, não bota mata no chão,
Comandante sem soldado, não forma seu batalhão,
Sem bagunça sem baderna, quero ver minha nação
.
Uma coisa puxa outra, vai aqui minha opnião,
Traidor da minha pátria, não mereçe meu perdão.

Sem o policial na rua, não trabalha o escrivão,
Sem juiz sem delegado, não existe a prisão,
O juiz e o delegado, faz a lei entrá em ação.

Uma coisa puxa outra vai, aqui minha opnião,
O malandro vira santo, quando o advogado é bom.

Sem o animal de raça, não existe exposição,
Sem disputa e sem torneio, não existe campeão,
Sem boiada e sem tropa, não tem festa do peão,

Uma coisa puxa outra, vai aqui minha opnião,
O rodeio de barretos, dá um show de tradição.

Sem o braço do caboclo, não existe produção,
Não tem soja não tem trigo, nem arroz e nem feijão,
Sem auxilio da lavoura, não vai nada pro fogão.

Uma coisa puxa outra, vai aqui minha opnião,
Que seria da cidade, sem ajuda do sertão.

Sem trabalho e sem luta, a gente não ganha o pão,
Sem preguiça e sem moleza, a gente vira patrão,
Pra quem gosta de moleza, eu do sopa de algodão.

Uma coisa puxa outra, vai aqui minha opnião,
Todos que vivem na sombra, derrama o suor no chão.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Desabafo de Violeiro (Cesar/Afonso)

Se minha viola falasse
Ela me diria assim
Sofrer por um grande amor
É uma dor que não tem fim
Só o tempo pode curar
Essa dor dentro de mim
Até que um grande amor
Venha pra cuidar de mim

Enquanto isso viola
Minha amiga e companheira
Afogo as minhas mágoas
Nas suas cordas levanto poeira
Por culpa dessa morena
Que laçou meu coração
E depois partiu pra longe
Me deixando na solidão.

A dor no meu peito invade
O pranto no rosto cai
Por causa de você morena
Que foi pra não vorta mais
Então pego a viola
Desabafo minha tristeza
Alimentando a esperança
Que um dia ela apareça

Viola minha viola
No meu peito chorador
Me ajude a curar
As feridas desse amor
Por causa dessa morena
Assim me fiz cantador
Eu canto pra esquecer
A saudade desse amor