Na cidade de Andradina com a boiada eu fui chegando
Eu tava só com seis peão, oitocentos bois nóiz vinha tocando
Com esse gadão de raça naquela praça eu fui travessando
O ponteiro ia adiante com o berrante ia repicando
No meio dessa boiada eu levava um boi por nome cigano
O mestiço era valente por onde andava fazia dano
Ganhei o boi de presente na negociada dos cuiabanos
Já vinha recomendado pra ter cuidado com esse tirano
O comprador desse gado na estação já estava esperando
Pra fazer o pagamento depois do embarque dos cuiabanos
Soltei os boi na mangueira e gritei pros peão já pode ir embarcando
Embarquemo os pantaneiro e no mangueiro ficou o cigano
Chegou naquela cidade o grande circo sul africano
Uns homens com o proprietário a respeito o boi tava conversando
Insultou - me numa briga do leão feroz e o cuiabano
Batí vinte mil na hora e jogos por fora estava sobrando
O circo estava lotado e dado momento estava chegando
Quando as feras se encontraram eu vi que o mundo ia se acabando
Uns gritavam de emoção e outros de medo estava chorando
Em vinte minuto o leão assentou no chão e ficou urrando
O leão é o rei das feras
Na selva ele é o soberano ai, ai...
Com sentimento seu dono
Entregou o trono pro meu cigano ai, ai...
Cesar & Afonso
Nóiz no Som da Viola
terça-feira, 22 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
Meu Jeito de Viver na Solidão
Eu não pensei que um dia ficaria sem você
Jamais me preparei pra te perder
Jamais me preveni pra despedida
Enlouqueci sentindo o momento aproximar
Eu quis não ter ouvidos pra escutar
A hora do adeus e da partida
Eu nunca mais me consertei pra ser feliz
Só procurei compreender a despedida
Perdi a conta dos amores que eu não quis
Pra ocupar o seu lugar na minha vida
Não consegui amar a mais ninguém como eu te amei
Amores que vieram afastei
E fui acostumando o coração
Eu estou bem, aos trancos e barrancos me firmei
No fim eu acho até que já peguei
Meu jeito de viver na solidão
Eu nunca mais me consertei pra ser feliz
Só procurei compreender a despedida
Perdi a conta dos amores que eu não quis
Pra ocupar o seu lugar na minha vida
sábado, 12 de março de 2011
Com Deus na Frente(Tião Carreiro e Pardinho)
O poder de Deus é grande é força que não esgota
Eu ando com Deus na frente pro azar não dou pelota
Vou colado com a sorte igual caibre na vigota
Dei um chute na miséria fiz ela virar cambota
Eu ando com Deus na frente achei o ninho da nota
Meu dinheiro vai pro banco funcionário empacota
O gerente é gente fina é seda que não desbota
Quem tem um gerente amigo não cai na mão de agiota
Eu ando com Deus na frente eu ando na maciota
Eu planto na terra seca sem chuva semente brota
Tiro água do deserto seco lagoa na grota
Fiz um bando de urubú virar um bando de gaivota
Meu pagode é linha reta não sai um palmo da rota
A mão direita ponteia dança os dedos na canhota
O meu peito é uma jamanta que não transporta derrota
Lotadinha de sucesso desce a serra e não capota
Eu ando com Deus na frente pro azar não dou pelota
Vou colado com a sorte igual caibre na vigota
Dei um chute na miséria fiz ela virar cambota
Eu ando com Deus na frente achei o ninho da nota
Meu dinheiro vai pro banco funcionário empacota
O gerente é gente fina é seda que não desbota
Quem tem um gerente amigo não cai na mão de agiota
Eu ando com Deus na frente eu ando na maciota
Eu planto na terra seca sem chuva semente brota
Tiro água do deserto seco lagoa na grota
Fiz um bando de urubú virar um bando de gaivota
Meu pagode é linha reta não sai um palmo da rota
A mão direita ponteia dança os dedos na canhota
O meu peito é uma jamanta que não transporta derrota
Lotadinha de sucesso desce a serra e não capota
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