Cesar & Afonso

Cesar & Afonso
Nóiz no Som da Viola

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Laçador de Cachorro

Um laçador de cachorro do coração de serpente

Homem só pela metade diabo em forma de gente

Não vale um tostão furado quem persegue um inocente

Vi uma cena cruel que não sai da minha mente

Pra salvar seu cachorrinho coitado de um garotinho

Foi morto covardemente.


Um garoto de dez anos depois que fez a lição

Pertinho da sua casa brincava no quarteirão

Com seu luluzinho branco cachorro de estimação

De repente igual um raio vinha um laçador de cão

O garoto assustado pegou seu cão estimado

E apertou no coração.


Com seu cãozinho nos braços ele saiu na carreira

Laçador bateu atrás igual onça pegadeira

Vou laçar esse moleque e arrastar pela poeira

Foge, foge luluzinho da laçada traiçoeira

Embora eu seja arrastado mas meu cãozinho adorado

É uma flor que ninguém cheira.


Garoto perdeu a vida nas mãos de um homem ruim

Despedindo deste mundo coitadinho disse assim

Trate bem meu cachorrinho que tem nome de Marfim

Papaizinho, mamãezinha peço não chore por mim

Vocês precisam coragem que a morte é uma passagem

Pra vida que não tem fim.


Nossa justiça não falha a lei não está dormindo

No fundo de uma prisão vai ter fim esse assassino

Ele vai morrer nas grades sem vela e sem desatino

É mais uma triste história escrita pelo destino

Depois do aconteceu o cachorrinho morreu

De saudade do menino.

A Grande Cilada

Malandro de muita arte que roubou a vida inteira
Parecia homem de Marte lambari da corredeira
Embrulhou por toda parte a polícia brasileira
Parecia o Malazarte carregou água em peneira
Um rato de muita arte sem cair na ratoeira
Malandro pintou o sete fez ponta de canivete,
Virar bico de chaleira.

Era liso igual quiabo não falhava um truque seu
Soldado, sargento e cabo na poeira se perdeu
Pegou gato pelo rabo e como lebre vendeu
Enganou até o diabo que na frente apareceu
Era um cascavel dos bravo bote errado nunca deu.
Malvado e desumano embrulhou até cigano
Que com ele se envolveu.

Na capital de São Paulo o malandro apareceu
E dando uma de galo a mão no peito bateu
Para pisar no meu calo quero ver quem que nasceu
Não vou cair do cavalo rei dos malandro sou eu
Não pode cair no pialo quem com classe aprendeu
Os delegado só prende malandro que não entende
E não foi aluno meu.

Vestido de militar mulher rica conseguiu
Hoje vou me casar até o padre vai cair
Não era flor de cheirar o padre que estava ali
Você não é militar há tempos te persegui
Aqui nos pés do altar sua fama vai sumir
Você é um malandro otário eu também não sou vigário
Eu sou o Delegado Fleury.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O Fogo e a Brasa (Tião Carreiro e Praiano)

A mulher do meu sonho é comprometida
Também tenho outra, meu Deus, que loucura
Amor proibido é um merengue da vida
Nocivos amantes até quando dura

A minha riqueza nos braços do outro
No céu estrelada só vê noite escuta
Não está do meu lado no mundo do amor
Vê tudo brilhando e se sente segura

Fecho a porta do mundo com chave de ouro
Para ninguém ver nossa grande aventura
Ela é pro madido o remédio que mata
Mas é para mim o remédio que cura...

Da janela eu vejo seu apartamento
E seus movimentos a casa encejo
Da sua janela ela também me vê
Com o corpo a ferver de tanto desejo

Os beijos da outra já não me aquece
O mesmo acontece com ela também
Lá fora nós somos o fogo e a brasa
Quem dentro de casa a gente não tem...

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Pout Pourri de Pagodes selecionado por Cesar & Afonso (Viola Divina/Sete Flechas/Pagode do Ala)

Viola minha viola, cavalete do pau preto
Morro com você nos braços, de joelho lhe prometo

Viola minha viola de jacarandá e canela

Na alegria ou na tristeza vivo abraçado nela

Minha viola divina, eu ganho a vida com ela

O quadro da Santa ceia, doze apóstolos tem

Minha viola não é Santa, tem doze cordas também

Doze meses tem o ano, doze horas tem o dia

Doze horas tem a noite, esta noite é de alegria

Esta viola divina, já me deu o que eu queria

Não aprendi fazer guerra na escola de cantoria

Fazer guerra é muito fácil, quero ver fazer poesia

Com esta viola divina, um pedido vou fazer

Para Deus matar a morte, pro cantador não morrer

Enquanto existir viola, cantador tem que viver

Até no ano dois mil se uma viola só existir

Garanto vai ser a minha que não paro de tinir

O cantador sem viola, na carreira nada tem

Minha viola é divina, das mãos de Deus é que vem
Quem não gosta de viola não gosta de Deus também


Quem é bom já nasce feito , quem é ruim só atrapalha
Eu bato logo no burro e não bato na cangalha
Entrei numa guerra dura, fiz virar fogo de palha
Fiz virar cartão de prata, punhal, espada e navalha
Bala bateu no meu peito derreteu virou medalha

Pra dar fim na minha vida prepararam uma cilada
Foi a noite num banquete com champanhe envenenada
Deus é pai não é padrasto, ganhei mais uma parada
a taça que era minha foi parar em mão trocada
Quem me preparou veneno foi morrer na madrugada

Eu recebi um presente numa caixa de sapato
Uma cobra venenosa que pegaram lá no mato
É dessas cobras que morde quando não aleija mata
O meu nome é sete flechas nó que eu dou ninguém desata
Bati o olhos na cobra transformei numa gravata

Coloquei a tal gravata que o falso amigo mandou
Fui passear na casa dele desse jeito ele falou
Meu Deus que gravata linda, na gravata ele pegou
A gravata deu um bote que na mão dele ficou
A gravata lhe mordeu, foi a cobra que ele mandou.

As flores quando é de manha cedo, com seu perfume no ar, exala
A madeira quando está bem seca, deixando no sol bem quente, estala
Dois baianos brigando de facão sai fogo quando o aço, resbala
Os namoros de antigamente, se espiava por um buraco na sala

As pessoas que são muda e surda, é por meio de sinal que fala
Os granfinos de antigamente, quase que todos usavam bengalas
A mochila do peão é um saco, a coberta do peão é o pala
Os casamentos da roça tem festa, ocasião que o pobre se arregala

Preste atenção que o reio doe mais, é aonde ele pega a tala
Divisa de terra antigamente, não usava cerca era vala
Naturalmente um bom jogador, todo jogo ele está na escala
Uma flor é diferente da outra, pro cuitelo seu valor iguala

Caipira pode estar bem vestido, ele não entra em baile de gala
Pra carregar o fuzil tem pente, garrucha e o revolver tem bala
O valentão está arrastando a asa, mais quando vê a polícia cala
Despista e sai devagarinho, quando quebra a esquina e abre ala

Pra fazer viagem a bagagem, geralmente o que se usa é mala
A baiana pra fazer cocada principalmente o coco se rala
No papel o turco faz rabisco e diz que escreveu abdala
As pessoas que morrem na estrada, por respeito uma cruz assinala



Saudades de Tião Carreiro (Pardinho)





"Viola chegou no mundo, solteira e sem compania
Até que um belo dia a providencia Divina mandou pra ela um parceiro
Teve um pagode em Brasilia, também o Rei do Gado
Briga de Mineiro e Italiano, Arapu e amargurado
Teve chora viola arrependida e catimbau, parece que pra avizar teve chamada a cobrar la do leito do hospital...
Daí a razão de tannnta saudade!!"



Saudade bateu no peito sufocando o coração
Saudade bateu de jeito trazendo inspiração
Saudade de um grande amigo, um poeta, um campeão, que foi embora pra sempre desse mundo de ilusão...



Eu sei que você amigo consigo saudade tem...
A viola está chorando, saudade sente também...ela foi a companheira, parceira como ninguém...num soluço de saudade fazendo ponto...


Aos poetas dessa terra pesso tirar o chapéu, pra um violeiro e poeta que hoje esta la no céu
Foi ele o rei do pagode, cantador e ceresteiro...Que no peito e na viola conquistou o Brasil inteiro...
Foi ele a maior bandeira, magestade violeiro...
Saudade..quanta saudade....
Saudade de Tião Carreiro..


chora viola!

Tem e Não Tem (Tião Carreiro / Lourival dos Santos)


A casa do João de Barro tem porta e não tem janela
A mesa da minha casa tem perna e não tem canela
A minha boca tem ponte, mas nunca teve pinguela
O motor do meu carro tem cavalo e não tem sela
Minha sogra tem braveza, mas não tenho medo dela.

Onde tem ordem e progresso não pode ter decadência
Tem gente que tem vontade, mas não tem experiência
Como tem muitos violeiros no radio sem competência
O frango também tem peito pra cantar não tem potencia
O pão também tem miolo, mas não tem inteligência.

Adão teve mulher, mas não teve sogra nem perdão
Tem muita gente no mundo que vive sem profissão
Tem outros que tem ofício mas não tem calo na mão
Muié que tem dois amores, não tem dois coração
Tem gente que tem escola, mas não tem educação.

Homem que tem mulher brava esse não tem liberdade
Tem mulher que tem beleza, mas não tem sinceridade
Tem gente que tem dinheiro, mas não tem felicidade
Eu tenho certos parentes, mas deles não tenho saudade
Tem gente que tem diploma, mas não tem capacidade.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Mundo Velho Não Tem Jeito


Onde é que nós estamos Oh meu Deus tem dó da gente, Mundo velhojá deu

flor carunchou toda a semente, virou um rolo de cobra serpente engole

serpente, quem vive lesando a Pátria dando pulo de contente e o pobre

trabalhador é o escravo na corrente.

Estão matando e roubando é conflito permanente, um bandido entrou num

banco armado até os dentes, chorou no colo da mãe a criançinha inocente,

mas ele achou que a criança pertubava o ambiente, assassinou a mãe e filha

foi um quadro comovente.

Tem família num bagaço, fingindo viver contente, a alegria é só por fora

mas por dentro é diferente, é filha desmiolada que casou com delinquente, é

um genro pé-de-cana, que não gosta do batente, onde tem ovelha negra,

desmorona um lar descente.

O mundo virou um vulcão, e cada vez fica mais quente, não a nada que

esfrie, quero ver quem me desmente, um grande estoque de bombas,

crescendo diariamente, quando estourar todas as bombas ninguém fica pra

semente, mundo velho nào tem jeito, vira cinzas brevemente.

O mundo já está encardido e não adianta detergente, a sujeira desafia até

soda e água quente, num lugar morre de sede e no outro morre de enchente

ó mestre lá nas alturas, meu senhor onipotente, seu poder é infinito,
Protegei a nossa gente.

Guerreiro do Asfalto (Composição Indisponível)


Ela se cansou de viver nos braços do caminhoneiro...
Caminhoneiro e sua vida têm dupla paixão.
Ele precisa dividir o amor da mulher amada,
Com a cabine bem desconfortável do seu caminhão.
Caminhoneiro segue estrada afora,
Vai transportando saudade e dor.
No longo asfalto da desilusão,
Vai distanciando do seu amor!

Então prossegue ouvindo na cabine...
No "Toca - Fitas" do seu caminhão...
Caminhoneiro chora no volante!!
Quando ele ouve tocar esta canção:

Amor meu velho amor, amor que sofre e não reclama!

O caminhoneiro guerreiro forte no longo asfalto.
Mas na lombada do amor sincero ele já trombou.
Na grande curva da paixão errada em que está derrapante,
Seu caminhão cheio de saudade também derrapou.
No fim da tarde ao pôr do Sol...
Vem a lembrança da mulher amada;
Pra quem viaja no mundão de Deus,
Esta saudade é a carga mais pesada.
Então prossegue ouvindo na cabine...
No "Toca-Fitas" do seu caminhão...
Caminhoneiro chora no volante!!!
Quando ele ouve tocar esta canção:

Amor meu velho amor, amor que sofre e não reclama!!!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Pagode na Praça (Tião Carreiro e Pardinho)




Fazer moda é meu vício viola é minha cachaça No batido do pagode meus dedos não embaraça Quando eu passo a mão na viola faço levantar fumaça O pagode no momento ta sendo dono da taça Porque o povo esta gostando eu também tô caprichando De vez enquando soltandoum pagode bom na praça
A sina de um cantador é somente Deus quem traça Pra ser um bom violeiro não pode fazer ruaça Precisa deixar o nomeno lugar aonde passa Só cantando modas boas pra agradar a grande massa Da sorte nóis não reclama eu zelo por nossa fama Aonde o povo me chama tem pagode bom na praça
Quem quizer cantar pagode mostre sangue e mostre raça Se não for pra ser bem feito peço a vocês que não faça O batido do pagode eu ensino até de graça Quem canta pagode certo pode crer que não fracassa E o pagode é brasileiro dá nome pra violeiro Quem quizer ganhar dinheiro põe pagode bom na praça
É preciso ter amor na profissão que abraça ter um capricho bonito levo ele por pirraça moda roubada eu não gravo nóis não pega e nem não laça vou lutar com meus colegas luta limpa sem trapaça minha viola nunca falha ganhei flores e medalhas e o troféu chapéu de palhac om um pagode bom na praça

Eu, a Viola e Ela (composição indisponível)

Por causa de você, viola
Quem diz que me adora
Quer me abandonar
O ciúme vive a me dizer
Pra eu escolher
Com quem vou ficar...
Gosto dela e vou sofrer muito
Mas esse absurdo jamais eu aceito
E prefiro chorar o adeus
De quem me conheceu
Com a Viola no Peito

Viola eu me lembro ainda
Ela estava tão linda
Naquela Janela
E você com o seu pontiado
Tão apaixoado foi quem me deu ela
Por isso nao vou abrir um
Desse meu coração que ela quer me roubar
Mas se ela for mesmo embora
É com você viola que eu vou ficar

Viola estou muito triste
Mas a dor que existe
Você me consola
Em seu braço eu faço queixume
Do amo que o ciúme vai leva embora
E pevejo a qualquer momento
Esse amor ciumento nos deixar pra sempre
Mas que Deus lá do céu lhe acompanhe
E deixe que eu ame a viola somente

segunda-feira, 10 de maio de 2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Pout Pourri de Pagodes (Pagode em Brasília/Pagode na Praça/Pagode/A Coisa tá Feia/Sete Flexas)

Quem tem mulher que namora
Quem tem burro impacador
Quem tem a roça no mato me chame
Que jeito eu dou
Eu tiro a roça do mato sua lavoura melhora
E o burro impacador eu corto ele de espora
E a mulher namoradeira eu passo o coro e mando embora

Fazer moda é meu vício
viola é minha cachaça
No batido do pagode
meus dedos não embaraça
Quando eu passo a mão na viola
faço levantar fumaça
O pagode no momento
ta sendo dono da taça
Porque o povo esta gostando
eu também tô caprichando
De vez enquando soltando
um pagode bom na praça

Morena bonita dos dente aberto
Vai no pagode o barulho é certo
Não me namore tão descoberto
Que eu casado mais não sou certo

Modelos de agora é tudo esquisito
Essas mocinhas mostrando os cambitos
Com as canelas fina que nem palmito
As moças de hoje eu não facilito

Eu mais a minha muié fizemos a combinação
Eu vou no pagode ela não vai não
Sabado passado eu fui ela ficou,
Sabado que vem ela fica e eu vou


Burro que fugiu do laço ta de baixo da roseta
Quem fugiu de canivete foi topar com baioneta
Já está no cabo da enxada quem pegava na caneta
Quem tinha mãozinha fina foi parar na picareta
Já tem doutor na pedreira dando duro na marreta

A coisa tá feia, a coisa ta preta...
Quem não for filho de Deus, tá na unha do capeta.

Quem é bom já nasce feito , quem é ruim só atrapalha
Eu bato logo no burro e não bato na cangalha
Entrei numa guerra dura, fiz virar fogo de palha
Fiz virar cartão de prata, punhal, espada e navalha
Bala bateu no meu peito derreteu virou medalha

Me sinto muito feliz de estar lançando o meu primeiro Pout Pourri de pagodes. Selecionei somente badidão sertanejo, que é uma singela homenagem ao criador e rei do pagode, a magestade Tião Carreiro.
Cantarei as seguintes músicas:

Pagode em Brasília/Pagode na Praça/Pagode/A Coisa tá Feia/Sete Flexas.

Somente músicas boas!


Mas vocês só vão ouvir se forem no Cantinho da Viola amanhã, apartir das 20:30

Ass.: Cesar


Para quem não conhece a história da dupla Cesar & Afonso:

Julio Cesar da Silva (Cesar) nasceu em 1992, filho de pais simples e muito humildes.
aos 10 anos de idade ele já se interessava pela musica raíz, coisa que é muito raro acontecer.
No ano de 2005, o Fabrício Afonso (Afonso) se muda para o mesmo bairro que ele mora, e pra variar, eles são vizinhos. Com o tempo o Afonso lhe ensinou a tocar violão, mas ainda nao era o que o Cesar queria. O tempo passou e com muito sacrifício, Cesar conseguiu comprar a sua primeira viola. Desde então, ele se juntou com o Afonso e a primeira vez que eles tocaram juntos foi justamente no Cantinho da Viola.
Desde esse dia, essa dupla não para de cantar, estão sempre ensaiando para a sua apresentação, e claro para agradar o público.

E lembrando que amanhã, as 20:30 o Cesar da dupla Cesar & Afonso estará no Cantinho da Viola, e lançará seu primeiro Pout-Pourri de pagodes, selecionado por ele próprio.

Compareçam lá!!!!